Quais são os dispositivos IoT mais usados no mundo?
Dispositivos IoT mais usados: quais lideram e por que as câmeras ganham espaço com a IA
A Internet das Coisas, ou IoT, já conecta bilhões de equipamentos ao redor do mundo. São televisores, relógios, medidores, sensores, câmeras, veículos e outros dispositivos capazes de enviar e receber dados pela internet. Esse mercado continua crescendo. Em 2024, o mundo tinha cerca de 19 bilhões de conexões IoT. Em 2025, esse número chegou a 21,2 bilhões e, para 2026, a estimativa é de aproximadamente 23,4 bilhões de dispositivos conectados.
Em apenas dois anos, o mundo deve ganhar mais de 4 bilhões de novas conexões IoT.
Esse avanço também ajuda a explicar por que temas como M2M, Inteligência Artificial e conectividade entre equipamentos estão recebendo cada vez mais atenção de empresas e órgãos reguladores.
Quais são os dispositivos IoT mais usados no mundo?
Quando os dispositivos são separados por grupos de aplicação, alguns já aparecem na casa dos bilhões. Os equipamentos de áudio e vídeo conectados, categoria que inclui dispositivos como Smart TVs, caixas de som inteligentes e consoles, aparecem entre os maiores grupos, com aproximadamente 4,5 bilhões de dispositivos em 2025.
Depois aparecem os medidores inteligentes, usados principalmente nos setores de energia, água e gás, com cerca de 2,1 bilhões de unidades. Os eletrônicos pessoais conectados, como smartwatches, fones inteligentes e outros dispositivos portáteis, somavam aproximadamente 1,7 bilhão.
Também estão entre os grandes grupos a infraestrutura de TI conectada, que inclui equipamentos como roteadores e modems, e as soluções de gestão e monitoramento de inventário, usadas para acompanhar produtos, ativos e equipamentos.
Embora as câmeras não ocupem o primeiro lugar em quantidade absoluta, elas formam outro grupo relevante. Em 2025, havia cerca de 658 milhões de dispositivos de CCTV conectados no mundo, segundo estimativas da Transforma Insights e é justamente nesse setor que uma segunda tecnologia começa a mudar rapidamente o que esses equipamentos conseguem fazer: a Inteligência Artificial.
Câmeras deixaram de apenas gravar imagens
Durante muito tempo, uma câmera de segurança tinha uma função relativamente simples: capturar imagens para que alguém pudesse analisá-las depois ou acompanhar o ambiente em tempo real.
Com a evolução da IoT e da Inteligência Artificial, esse cenário mudou. Hoje, sistemas mais avançados conseguem analisar imagens e identificar determinados eventos antes mesmo que um operador precise assistir a toda a gravação. A tecnologia pode ajudar, por exemplo, a diferenciar pessoas, veículos e outros movimentos dentro de uma área monitorada.

Segundo a Transforma Insights, o processamento de imagens por IA é um dos principais fatores responsáveis pelo crescimento recente das aplicações de CCTV.
A câmera passa de um equipamento que apenas registra uma situação para um dispositivo capaz de ajudar a identificar o que está acontecendo.
Esse avanço também pode ajudar a diminuir falsos positivos. Em vez de gerar o mesmo tipo de alerta para qualquer movimento, sistemas inteligentes conseguem filtrar parte dos eventos e destacar situações que merecem mais atenção. Isso não significa, porém, que a tecnologia seja infalível.
Inteligência Artificial ajuda, mas o olhar humano continua importante
Mesmo com modelos mais avançados, a IA ainda pode interpretar situações de forma incorreta ou encontrar cenários para os quais não possui contexto suficiente. Por isso, em operações de segurança e monitoramento, a tecnologia funciona melhor como uma ferramenta de apoio.
A Inteligência Artificial pode analisar grandes volumes de informação, identificar padrões e priorizar eventos. Depois, profissionais de monitoramento conseguem verificar situações que realmente precisam de interpretação ou alguma ação. Essa combinação tende a tornar a operação mais eficiente sem depender exclusivamente da decisão de um algoritmo. O movimento também faz parte de uma tendência maior conhecida como AIoT, que representa a aproximação entre Inteligência Artificial e Internet das Coisas. Em vez de apenas transmitir informações para outro sistema, cada vez mais dispositivos começam a processar parte desses dados no próprio equipamento ou próximo de onde foram coletados.
Para uma câmera, isso pode significar analisar um evento antes mesmo de enviar todos os dados para uma plataforma externa.
Mais dispositivos IoT também aumentam a importância da conectividade
O crescimento desses equipamentos também chamou a atenção do mercado brasileiro. No dia 13 de agosto de 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações promoveu, em Brasília, o workshop técnico Desenvolvimento do Ecossistema M2M/IoT no Brasil. A iniciativa faz parte das discussões relacionadas aos mercados de comunicação máquina a máquina e Internet das Coisas. Entre os assuntos previstos estavam conectividade de dispositivos, soluções baseadas em IoT, conectividade veicular, cidades inteligentes e aplicações em serviços públicos. O tema ganha importância conforme mais equipamentos precisam permanecer conectados para transmitir informações. É nesse cenário que tecnologias M2M (Machine to Machine) permitem que máquinas, sensores, rastreadores, alarmes e outros dispositivos troquem dados sem depender da interação constante de uma pessoa.
A Vono oferece soluções de Chip M2M voltadas para projetos de IoT, rastreamento, telemetria, automação, segurança e monitoramento, permitindo conectar equipamentos que precisam transmitir informações de forma recorrente. Com bilhões de novos dispositivos entrando nesse ecossistema, a evolução da IoT deixa de estar relacionada apenas ao equipamento conectado. Conectividade, processamento de dados e Inteligência Artificial passam a evoluir juntos, criando novas possibilidades para empresas, cidades e operações de monitoramento.