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Sua casa está realmente protegida? Busca por monitoramento residencial cresce no Brasil
Notícias, Segurança, Segurança Residencial
por Fale Vono

Sua casa está realmente protegida? Busca por monitoramento residencial cresce no Brasil

Sua casa está realmente protegida? Busca por monitoramento residencial cresce no Brasil

A segurança dentro de casa passou a receber mais atenção dos brasileiros. Câmeras, sensores, alarmes e sistemas conectados deixaram de ser recursos encontrados apenas em grandes imóveis e passaram a fazer parte da rotina de casas, prédios e condomínios.

Esse movimento acompanha uma preocupação que ainda faz parte da realidade de muitas cidades brasileiras: furtos, invasões e roubos a residências. Embora os indicadores não apontem para um crescimento uniforme desse tipo de crime em todo o país, as ocorrências continuam relevantes e ajudam a explicar por que mais moradores estão procurando formas de proteger a casa antes que um incidente aconteça.

A segurança residencial começa a mudar de uma lógica de reação para uma estratégia de prevenção, acompanhamento e resposta rápida.

Furtos a residências ainda preocupam moradores

Os dados mostram que a realidade pode mudar bastante de uma região para outra. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos a residências em 2024, uma redução de 19,2% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 25.064 ocorrências.

Em São Paulo, essa redução continuou durante 2025. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública mostram que o estado registrou aproximadamente 31 mil roubos e furtos a residências durante o ano, contra 42,9 mil em 2024. Ainda assim, dezenas de milhares de ocorrências envolvendo casas continuam sendo registradas.

Além disso, olhar apenas para a média nacional pode esconder situações locais. Em Minas Gerais, um levantamento publicado em julho de 2026 com base nos registros da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública analisou 8.374 furtos a residências ocorridos somente nos meses de julho entre 2022 e 2025.

Belo Horizonte respondeu por 946 dessas ocorrências. Entre os imóveis residenciais identificados na capital, as casas apareceram como o principal alvo, à frente de apartamentos e áreas comuns de edifícios.

Outro detalhe chama atenção: invasões não acontecem somente durante a madrugada. Os registros analisados em Belo Horizonte indicaram uma concentração importante de ocorrências pela manhã e durante a tarde, períodos em que muitos moradores estão trabalhando, estudando ou simplesmente longe de casa.

Segurança residencial acompanha uma mudança de comportamento

Ao mesmo tempo em que moradores procuram maneiras de reduzir vulnerabilidades, o mercado brasileiro de segurança eletrônica continua crescendo. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) mostram que o setor movimenta hoje mais de R$ 16 bilhões por ano no Brasil e reúne aproximadamente 33 mil empresas.

Além disso, o mercado de segurança eletrônica apresentou crescimento de 16,2% em 2025. Nesse cenário, câmeras conectadas, sensores, controle de acesso, alarmes e videomonitoramento se tornam cada vez mais acessíveis para residências.

A própria forma de procurar essas soluções também mudou. Antes de contratar um sistema, moradores pesquisam na internet, comparam tecnologias e procuram entender quais recursos realmente podem aumentar a proteção da casa.

Porém, instalar uma câmera ou um sensor não significa, sozinho, que uma residência está sendo monitorada. Existe uma diferença importante entre ter equipamentos de segurança e possuir um sistema capaz de gerar uma resposta quando algo acontece.

O que muda quando existe monitoramento 24 horas?

Uma câmera pode registrar uma movimentação, um sensor pode identificar a abertura de uma porta e um alarme pode detectar uma possível invasão. Mas o ponto mais importante está no que acontece depois do alerta.

Em uma solução de monitoramento 24h, os sinais gerados pelo sistema podem ser acompanhados continuamente por uma central preparada para analisar eventos e seguir os procedimentos definidos para cada situação. Isso reduz a dependência de o próprio morador perceber uma notificação no celular.

Imagine, por exemplo, que um sensor detecte uma abertura inesperada enquanto ninguém está em casa. Em um sistema apenas conectado ao smartphone, o alerta pode depender da pessoa estar com internet, visualizar a notificação e conseguir agir naquele momento. Com uma central de monitoramento, existe uma camada adicional de acompanhamento.

O objetivo não é apenas saber que algo aconteceu, mas reduzir o tempo entre a identificação de uma possível ocorrência e a tomada das primeiras providências.

Essa característica se torna especialmente relevante durante viagens, no período de trabalho ou em qualquer momento no qual a residência fique vazia.

Tecnologia transforma a proteção das casas

O crescimento da segurança eletrônica também mostra uma mudança naquilo que os moradores esperam desses sistemas. A câmera continua importante, mas passa a funcionar em conjunto com sensores, alarmes, aplicativos, conectividade e centrais de monitoramento.

Em condomínios, essa integração pode incluir também controle de acesso e acompanhamento das áreas comuns. Nas casas, sensores instalados em pontos estratégicos podem complementar câmeras e sistemas de alarme, criando diferentes camadas de proteção.

Assim, a segurança residencial deixa de depender apenas de barreiras físicas e passa a utilizar também informação em tempo real. Essa mudança ajuda a explicar por que tecnologias de monitoramento vêm ganhando espaço no país.

Da gravação para a resposta

Durante muitos anos, boa parte dos sistemas residenciais tinha como principal função registrar imagens para que fossem consultadas depois de uma ocorrência. Hoje, a tendência é diferente: o morador busca saber o que está acontecendo enquanto está fora, receber alertas e contar com sistemas capazes de acompanhar eventos durante todo o dia.

Nesse contexto, o monitoramento residencial passa a cumprir um papel que vai além da gravação: transformar sinais gerados pelos equipamentos em informação que permita uma resposta mais rápida.

Conforme casas e condomínios se tornam mais conectados, essa combinação entre tecnologia, acompanhamento contínuo e prevenção tende a ocupar um espaço cada vez maior na segurança residencial brasileira.

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